Overexposed recebeu no geral críticas “geralmente favoráveis” de críticos de música
após seu lançamento. No Metacritic, o disco recebeu uma pontuação de 68/100, baseada em 14 reviews.
Leia as críticas após o pulo!
BBC
Music colocou que apesar de Cody ainda manter resquícios
de “apelo teen” em suas músicas, houve considerável e gradual evolução de
estilo com relação ao álbum anterior.
The
New York Times destacou a busca de Henley por mais
maturidade em suas composições, especialmente ao falar sobre “temas mais
polêmicos como drogas e sexualidade”. A publicação elogiou a força natural da
voz do cantor, a qual não precisou de muitos efeitos técnicos e também
assinalou como ponto positivo as influências do Pop britânico na maioria das
faixas. “Ele chega inclusive a manter um sotaque britânico em faixas como ‘Satisfy
Me’ e ‘Better Man’, o que se torna uma homenagem interessante”.
A Slant Magazine, em oposição, criticou o álbum num geral pela necessidade
de edição e uso de autotune e outros efeitos de voz para deixarem as notas afinadas.
Entertainment
Weekly elogiou a evolução do cantor e classificou-o como “popstar
teen da atualidade”, chamando o álbum de “uma reinvenção e reintrodução”. A
publicação elogiou as decisão do cantor de manter uma sonoridade mais voltada
para o R&B.
A Rolling Stone assinalou os “vocais maduros e as notas mais altas
que o cantor conseguiu alcançar com este trabalho, diferenciando-se e muito do
disco anterior”. A única crítica significativa foi com relação ao tom “genérico
demais” do disco, isto é, “ele cai em lugares já conhecidos, no geral, não
trazendo nada de novo para o circuito da música pop”. Mesmo assim, a publicação
teceu elogios para as faixas ‘Happy Little Pill’ e ‘Touch’, e apontou
semelhança com o cantor Freddie Allen nas faixas ‘Wildfire’ e ‘Strobelight’.
A crítica especializada
Nadine Fahr colocou que existiu “dificuldade
para Henley durante a produção deste álbum – uma tensão entre seu amor pelo
R&B e os lucros que a música Pop mais comercial trazem instantaneamente”.
Fahr sugeriu que o cantor “conseguiu balancear tal conflito de maneira a manter
uma sonoridade interessante, que atinge a vários públicos e inclusive consegue
conquistar novos fãs”. A crítica classificou as faixas ‘Strobelight’ e ‘Wildfire’
negativamente no sentido de “parecerem faixas recusadas por Freddie Allen ou
Andrew Barton”, mas mesmo assim “têm seus encantos e são boas para dançar”. As
melhores do álbum, segundo Nadine, são as faixas ‘Happy Little Pill’ - a qual
ela destacou como “uma jogada de mestre tê-la escolhido como primeiro single –
polêmica e ao mesmo tempo com sonoridade e produção impecável.” – ‘Better Man’
porque “os vocais de Henley cresceram e estão evidenciados nesta faixa” e por
fim disse que ‘R U Crazy’ era sua favorita.
Reviews
com relação aos vocais em músicas específicas foram variados.
O The New York Times reclamou que em
certas músicas Cody “soava entediado” e, em contrapartida, em outras o cantor “cantou
com toda a força e emoção possíveis. Dá para sentir isso em ‘Better Man’, como
se ele realmente acreditasse em cada uma das palavras”. BBC Music comentou os vocais de maneira similar, porém
acrescentando que Henley “mostrou mais confiança do que no álbum anterior,
provavelmente por já estar com seu estilo musical praticamente definido e uma
carreira que coleciona hits”.
Uma
grande quantidade de reviews comparou Cody a Freddie Allen e Andrew Barton,
os quais também foram sucesso teen há alguns anos, e mantiveram-se na mídia de
forma a consolidar sua carreiras. BBC
Music colocou que a faixa ‘Steobelight’ e o melhor exemplo comparativo. “A
faixa parece uma rejeitada do ‘Beat Vibe’, de Freddie Allen, mas mesmo assim
não perde no quesito produção, graças ao renomado RedOne (...) Mesmo assim, é
válido deixar claro que o próprio Freddie Allen ajudou Cody a lançar sua música
e, inclusive, participou da produção do álbum. (...) As influências na
sonoridade são mais do que justificáveis”. Mestin
Fekadu da ABC comparou ‘Confident’
e ‘R U Crazy’ com algumas faixas de Andrew
Barton: “(...) soam como ‘Shake’ e ‘Moneyshot’ mas conseguem escapar as
comparações mais óbvias”.
Rob Harvilla da Spin, deu ao disco a avaliação 9/10, chamando-o de “um
álbum de transição inteligente e mesmo assim fiel à nova imagem que o cantor
quer passar. (...) ‘Overexposed’ faz seu trabalho em consolidar a carreira de
Henley de maneira criativa e é um dos melhores álbuns do Pop/R&B do ano”.
Harvillha criticou apenas a escolha de ‘Perfect Two’ para segundo single, pois,
segundo ele, “quebra totalmente a continuidade de lançamentos. (...)
Provavelmente pareceu a escolha mais certeira, pois beneficiará também a
cantora Anneliese Jones diretamente. (...)”. Rob colocou que, se pudesse
escolher os próximos singles, “não deixaria ‘Touch’, ‘Jealous’, ‘Wildfire’ e ‘Confident’
de fora.”
Sam Lansky do Idolator elogiou
os vocais de Henley e o chamou de “salvação da música teen atual”. Lansky fez
uma crítica dura a outros cantores, comparando-os com Cody: “Enquanto outros
artistas como Freddie Allen e Andrew Barton desapontam em seus discos mais
recentes do começo ao fim, Cody traz algo fresh (...) Mesmo que nem todas as
faixas sejam exatamente inovadoras, a maioria do álbum é, inquestionavelmente
um som diferenciado e marcará tendências para a indústria no próximo ano. (...)
Se Freddie Allen abriu espaço para Cody de verdade como diz ter feito e o
introduziu à indústria, espero que estivesse realmente ciente do que estava
fazendo pois, pelo andar das coisas, e a julgar pela frustração que foi seu
último disco ‘Stereo’ mergulhado no auto-tune, Allen deve ficar vigilante, de
olhos bem abertos, pois Henley é a melhor opção para tomar seu lugar nas
paradas (...)”.
Trent Wolbe do The Verge deu a ‘Overexposed’ uma
classificação de 3.5/4, elogiando a habilidade vocal de Cody.“Ele consegue passar determinadas emoções de
uma forma que qualquer um consegue se identificar com alguma parte do álbum,
qualquer que seja, a mistura de Pop e R&B é harmônica e não dá para ficar
entediado ou enjoado desse disco. (...) O single carro-chefe foi jogada de
mestre: polêmico ao fazer apologia às drogas, mas, não desaponta na questão
de sonoridade, a faixa se torna um hit instantâneo.”. Ele
particularmente elogiou as faixas “Wildfire”, “Better Man” e “Confident”,
chamando-as de “viciantes, com enorme
apelo radiofônico”.
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