quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

[Album Review] Cody Henley - Overexposed







Overexposed recebeu no geral críticas “geralmente favoráveis” de críticos de música após seu lançamento. No Metacritic, o disco recebeu uma pontuação de 68/100, baseada em 14 reviews.


Leia as críticas após o pulo!





BBC Music colocou que apesar de Cody ainda manter resquícios de “apelo teen” em suas músicas, houve considerável e gradual evolução de estilo com relação ao álbum anterior.

The New York Times destacou a busca de Henley por mais maturidade em suas composições, especialmente ao falar sobre “temas mais polêmicos como drogas e sexualidade”. A publicação elogiou a força natural da voz do cantor, a qual não precisou de muitos efeitos técnicos e também assinalou como ponto positivo as influências do Pop britânico na maioria das faixas. “Ele chega inclusive a manter um sotaque britânico em faixas como ‘Satisfy Me’ e ‘Better Man’, o que se torna uma homenagem interessante”.

A Slant Magazine, em oposição, criticou o álbum num geral pela necessidade de edição e uso de autotune e outros efeitos de voz para deixarem as notas afinadas.

Entertainment Weekly elogiou a evolução do cantor e classificou-o como “popstar teen da atualidade”, chamando o álbum de “uma reinvenção e reintrodução”. A publicação elogiou as decisão do cantor de manter uma sonoridade mais voltada para o R&B.

A Rolling Stone assinalou os “vocais maduros e as notas mais altas que o cantor conseguiu alcançar com este trabalho, diferenciando-se e muito do disco anterior”. A única crítica significativa foi com relação ao tom “genérico demais” do disco, isto é, “ele cai em lugares já conhecidos, no geral, não trazendo nada de novo para o circuito da música pop”. Mesmo assim, a publicação teceu elogios para as faixas ‘Happy Little Pill’ e ‘Touch’, e apontou semelhança com o cantor Freddie Allen nas faixas ‘Wildfire’ e ‘Strobelight’.

A crítica especializada Nadine Fahr colocou que existiu “dificuldade para Henley durante a produção deste álbum – uma tensão entre seu amor pelo R&B e os lucros que a música Pop mais comercial trazem instantaneamente”. Fahr sugeriu que o cantor “conseguiu balancear tal conflito de maneira a manter uma sonoridade interessante, que atinge a vários públicos e inclusive consegue conquistar novos fãs”. A crítica classificou as faixas ‘Strobelight’ e ‘Wildfire’ negativamente no sentido de “parecerem faixas recusadas por Freddie Allen ou Andrew Barton”, mas mesmo assim “têm seus encantos e são boas para dançar”. As melhores do álbum, segundo Nadine, são as faixas ‘Happy Little Pill’ - a qual ela destacou como “uma jogada de mestre tê-la escolhido como primeiro single – polêmica e ao mesmo tempo com sonoridade e produção impecável.” – ‘Better Man’ porque “os vocais de Henley cresceram e estão evidenciados nesta faixa” e por fim disse que ‘R U Crazy’ era sua favorita.

Reviews com relação aos vocais em músicas específicas foram variados. O The New York Times reclamou que em certas músicas Cody “soava entediado” e, em contrapartida, em outras o cantor “cantou com toda a força e emoção possíveis. Dá para sentir isso em ‘Better Man’, como se ele realmente acreditasse em cada uma das palavras”. BBC Music comentou os vocais de maneira similar, porém acrescentando que Henley “mostrou mais confiança do que no álbum anterior, provavelmente por já estar com seu estilo musical praticamente definido e uma carreira que coleciona hits”.

Uma grande quantidade de reviews comparou Cody a Freddie Allen e Andrew Barton, os quais também foram sucesso teen há alguns anos, e mantiveram-se na mídia de forma a consolidar sua carreiras. BBC Music colocou que a faixa ‘Steobelight’ e o melhor exemplo comparativo. “A faixa parece uma rejeitada do ‘Beat Vibe’, de Freddie Allen, mas mesmo assim não perde no quesito produção, graças ao renomado RedOne (...) Mesmo assim, é válido deixar claro que o próprio Freddie Allen ajudou Cody a lançar sua música e, inclusive, participou da produção do álbum. (...) As influências na sonoridade são mais do que justificáveis”. Mestin Fekadu da ABC comparou ‘Confident’ e ‘R U Crazy’ com algumas faixas de Andrew Barton: “(...) soam como ‘Shake’ e ‘Moneyshot’ mas conseguem escapar as comparações mais óbvias”.

Rob Harvilla da Spin, deu ao disco a avaliação 9/10, chamando-o de “um álbum de transição inteligente e mesmo assim fiel à nova imagem que o cantor quer passar. (...) ‘Overexposed’ faz seu trabalho em consolidar a carreira de Henley de maneira criativa e é um dos melhores álbuns do Pop/R&B do ano”. Harvillha criticou apenas a escolha de ‘Perfect Two’ para segundo single, pois, segundo ele, “quebra totalmente a continuidade de lançamentos. (...) Provavelmente pareceu a escolha mais certeira, pois beneficiará também a cantora Anneliese Jones diretamente. (...)”. Rob colocou que, se pudesse escolher os próximos singles, “não deixaria ‘Touch’, ‘Jealous’, ‘Wildfire’ e ‘Confident’ de fora.”

Sam Lansky do Idolator elogiou os vocais de Henley e o chamou de “salvação da música teen atual”. Lansky fez uma crítica dura a outros cantores, comparando-os com Cody: “Enquanto outros artistas como Freddie Allen e Andrew Barton desapontam em seus discos mais recentes do começo ao fim, Cody traz algo fresh (...) Mesmo que nem todas as faixas sejam exatamente inovadoras, a maioria do álbum é, inquestionavelmente um som diferenciado e marcará tendências para a indústria no próximo ano. (...) Se Freddie Allen abriu espaço para Cody de verdade como diz ter feito e o introduziu à indústria, espero que estivesse realmente ciente do que estava fazendo pois, pelo andar das coisas, e a julgar pela frustração que foi seu último disco ‘Stereo’ mergulhado no auto-tune, Allen deve ficar vigilante, de olhos bem abertos, pois Henley é a melhor opção para tomar seu lugar nas paradas (...)”.

Trent Wolbe do The Verge deu a ‘Overexposed’ uma classificação de 3.5/4, elogiando a habilidade vocal de Cody.“Ele consegue passar determinadas emoções de uma forma que qualquer um consegue se identificar com alguma parte do álbum, qualquer que seja, a mistura de Pop e R&B é harmônica e não dá para ficar entediado ou enjoado desse disco. (...) O single carro-chefe foi jogada de mestre: polêmico ao fazer apologia às drogas, mas, não desaponta na questão de sonoridade, a faixa se torna um hit instantâneo.”. Ele particularmente elogiou as faixas “Wildfire”, “Better Man” e “Confident”, chamando-as de “viciantes, com enorme apelo radiofônico”.


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